Mais uma vez dominada pela ansiedade, pelas dúvidas de um coração desencantado feito tantas vezes de brinquedo neste carrossel de emoções que ele se transformou.
Quereria entender o por quê de minhas idéias desapontarem minha razão... Tenho plena certeza que estou ilesa, entretanto, meus pensamentos ainda fazem eu suar frio. "Quando olho, quando vejo, quando enxergo, quando avisto, quando fito, estou eu emocionada".
Pode isto ser amor?
Quando penso que estou livre, analiso que estou presa. Sentimentos aprisionam maravilhosamente... adoro sentir o frio na barriga mais uma vez e notar que estou rindo sem motivos aparentes.
Uma música me lembra, uma sensação se apodera e mais uma vez me encanto.
Sou a eterna poetisa das contradições que acalantam minha alma.
Onde está minha maturidade quando penso em desobedecer meu íntimo? Encontro a natureza a vislumbrar a impaciência de minha euforia ao ir de encontro a ele.
É penoso querer fugir da cumplicidade...
Gosto de jogar meus sentimentos contra minhas próprias vontades. Eu me desafio: "Duvido, Emanuelle, superares tuas incertezas". Infelizmente, vou lá e consigo. Não quero me respaldar da situação para tentar me libertar de algo que me machuca zelando e que me oprime libertando...
Amar é a eterna questão! Até quando?
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