My Life = My Freedom

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domingo, 10 de abril de 2011

Revolta como Educadora


Como professora-educadora, recebi a notícia do massacre dos alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira de Realengo-RJ, com um profundo olhar de crítica: tudo está errado!

Primeiramente, alunos estudiosos, que lutavam para ter dias melhores, para dar continuidade aos estudos e futura profissão foram colocados em risco constantemente. Onde estavam os inspetores escolares? onde estavam os seguranças que, geralmente, ficam próximo dos porteiros? e o guardas municipais?

A educação neste país se resume a estrutura física, burocrática e política. Segurança? cadê a segurança?

Ao ver a reportagem sobre a desgraça que foi esse acontecimento, eis que me surge uma nova situação, uma nova indignação: a professora de sala.

Como pode um ser que jurou em sua formatura honrar seus conhecimentos, levar educação a quem precisa, zelar pela integridade dos que estão participando e atuando em seu círculo de relações de trabalho, se dar ao luxo de sair correndo e deixar seus queridos alunos a própria sorte diante de um esquizofrênico armado?

Impossível não sentir asco por um tipo de pessoa como essa.

Esta professora, assim como sua colega de profissão que estava na sala contígua em que 8 crianças perderam suas vidas foram, no mínimo, covardes e egoístas. Nunca entenderei como uma professora pode colocar sua vida em primeiro lugar em detrimento aos alunos que não tinham como esboçar, se quer, uma reação de contenção?

Tive vergonha alheia por ver que a sociedade compactua com situações desta magnitude ao ver uma pessoa dessas que, simplesmente, tira seu corpo fora justificando que procuraria por ajuda. Naquele momento ELA era a ajuda! estava nas mãos dela a salvação destas inocentes criaturinhas; ela era a autoridade maior e lúcida que estava naquela sala.

Não tenho o direito de julgar, porém, não tenho o dever de aceitar!

Enquanto em minha mente existir um pouco de sensatez, um punhado de solidariedade e um pingo de ousadia, repudiarei pessoas que possuem instinto de sobrevivência além do permitido. Minha total revolta se faz aqui ao sentir vergonha e desdém por pessoas que envergonham a classe dos professores e a classe feminina, na qual, a mulher se faz corajosa por ter em seu sangue o poder nato de proteção maternal e incondicional nunca se deixando abater pela irracionalidade.

Meu repúdio é presente no luto infindo de crianças que, com certeza, no futuro não se acovardariam perante situação parecida.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Descaso ou Incompetência?


Intrigante, porém, persistente o que escreverei aqui.

Se alguém souber, por favor, tire-me esta dúvida!

Por que quando o ser humano casa ou se forma, se utiliza do tempo pra dizer que não pode fazer mais nada?

Sejamos claros...

Por que o "mundo" se utiliza do tempo pra dizer que não tem mais tempo para nada?

Ora...se você passa por várias fases em sua vida justamente para ir se enquadrando e ajustando conforme o que lhe for imposto e mesmo assim, chega na fase adulta (pseudo maturidade) e joga a sua incapacidade de conciliar seu tempo diário de afazeres nos motivos mais belos que se escolhe e tem como base substancial de uma vida repleta de alegrias e realizações (formatura, conjuge, filhos, trabalho etc.) deve ser porque, realmente, você é um fracassado.

Nossa, como fico indignada quando vejo colegas meus de profissão se escorando em nossa boa vontade de querer ser e ter mais; de ajudar, de administrar nossa vida com cautela e disposição e claramente, de nos manter sempre atualizados e atuantes em nossa lida diária.

No presente momento estou rodeada de pessoas infelizes, desatualizadas e incoerentes com o cargo que estão ocupando, visto que, quando se pensa em supervisores, coordenadores, gerentes, imagina-se uma pessoa atuante, que consegue levar uma vida de responsabilidades com habilidade e boas bases de conhecimento, entretanto, não é bem isso que consigo visualizar...

Enxergo pessoas insistentes com sua ignorância e que fazem de tudo para continuarem neste estágio cômodo de apenas pegarem os conhecimentos que outrem disponibiliza, e sabe onde está a graça disso tudo? é que nunca a culpa de não procurarem estudar por sí sós advém deles; sempre vem do marido ciumento, do filho mal criado, do trabalho estressante, da mãe usurpadora, do pai grosseiro e da falta de dinheiro na carteira.

Seria até ridículo se assim já não o fosse...

Hoje em dia, computador é utilizado como ferramenta para tudo: desde joguinhos inocentes até apanhados de artigos científicos de fonte seguríssima, então, surgem as hipóteses:

Por que as pessoas sismam em não querer se aperfeiçoar?

Por que sofrem da doença do momento "inveja" para em vez de contribuir, só denegrir a imagem do outro que se dispõe a procurar pelo conhecimento?

Por que a vida alheia incomoda tanto esse tipo de pessoa?

Sabe que vontade surge ao se ver essa situação toda? de simplesmente, ignorar esse tipo de pessoa, sim, ignorar!

Sou adepta da seguinte idéia que, eu mesma criei, para uso pessoal: o que não me acrescenta, atrapalha-me e muito! por isso que quando você não permite que certo tipo de pessoa faça parte de sua vida e de suas decisões, tudo flui com mais veemência e qualidade, isso é questão de lógica: se ninguém lhe quer mal, como poderá impedir você de evoluir?

Sinceramente, estou cansando de tomar à frente de tudo para explicar, para procurar e para demonstrar com exemplos lógicos o que todos tem por obrigação ir buscar, não só para sua atuação profissional como para ser útil aos demais que pagam (e muito caro) para serem bem orientados por profissionais que se jugam acima do bem e do mal só porque conseguiram se formar. Mal sabem que isso é só o começo...

A vida tem que ser valorizada, Deus nos deu um cérebro tão estupendo justamente para ser bem usado, para acrescentar algo às pessoas e não apenas "povoar" a face da Terra, isso qualquer leigo faz e muito bem.

A partir do momento que conseguimos passar no vestibular, já nos tornamos diferenciados de milhares que ai estão, então por que não continuamos por este rumo? insistir em não querer se atualizar é pedir para regredir de forma rápida e absurda.

Estou aqui, sensatamente, para mostrar meu total repúdio por pessoas acomodadas que não se permitem crescer e pior, empatam o crescimento de quem está trabalhando junto a ela, porque tem que se parar no meio da linha de raciocínio para tentar salvar a pele deste indivíduo que não quer nada com nada, aliás, ele quer sim: continuar a jogar a culpa no mundo por sua incopetência e seu péssimo controle de natalidade.

domingo, 27 de março de 2011

"Termo Circunstanciado"



Nossa, cada vez mais me impressiono com a falta de clareza e interesse de certas autoridades com relação ao serviço público e ao que diz respeito a direito líquido e de fato.

Marx & Engels já consolidavam as impressões que hoje constituo depois de ver tanto despreparo e indifereça sobre nomeações de cargos públicos; partilho da mesma idéia de que deveríamos ousar mais uma vez e causar um assalto contra o poder das classes dominantes, uma vez que só assim, quando colocarmos em cheque seu poderio, veremos se eles são tão coesos para lutarem quanto são para injustiçarem quem tanto se empenhou em prestar serviços de forma qualificada e estão vendo seus esforços esvaindo-se por entre seus dedos.

Sou uma das injustiçadas que assim como meus nobres colegas professores, estão vendo a lei caducar e nada ser feito para recebermos nosso pagamento por horas a fio em frente a livros, polígrafos e uma prova nada fácil para alcançarmos o que, com bravura, conseguimos.

Fomos e somos concursados! A lei se fez presente ao ser proposto prazo de incrição e valor almejado, entretanto, para nos nomear, perdeu o fundamento; nos deixou de lado como se deixa algo indesejável ou até mesmo sem utilidade.

Se o objetivo era só reter nosso suado dinheiro, porque não o fizeram como sempre fazem: sem pudor e na mais ousada forma que o poder pode influenciar e proporcionar?

Exigimos justiça, apesar de sermos colocados à prova por ela.

Queremos vóz para reinvindicar o que é nosso, de fato.

Queremos braços para nos amparar; queremos pernas para irmos além do que a lei nos permite.

Na realidade, não estamos pedindo nada, apenas vamos atrás do prejuízo que nós mesmos assumimos ao colocarmos esses "pulhas" no poder.

Entretanto...

Como diria Engels em seu Manifesto do Partido Comunista:

"Ah! se Marx estivesse a meu lado para ver esse espetáculo com os seus próprios olhos!