Outra vez estou aqui com minhas dúvidas massantes, minha vida sem respostas e para completar, um porre depois de uma tarde/noite a bom sambar.
Queria escrever muitas coisas. Queria desabafar. Mas nem sei como lembrei da senha de meu blog, imagine como lembrar de coisas que me atormentam...
Sambar, minha única permissão. Esqueço da vida, esqueço dos problemas e de umas pessoas que não valem nada que escuto todos os dias gritando.
Sábado, madrugada de domingo e eu porre escrevendo isto. Com certeza não lembrarei de nada quando entrar de novo aqui.
Qual o valor do pileque perto das anomalias sub humanas pelas quais passo ao presenciar certas situações? Sinto que estou revendo meus conceitos a cada copo de cerveja ingerido (ou é com j?).
Estou cega para minhas vontades, renego meus posicionamentos. Só tenho um desejo... este eu quero que seja único e para sempre.
Não tenho porque fazer reflexões em mesas molhadas, portas de banheiros e lenços de papéis de bares de esquina, mas minha consciência bebe junto comigo. Estou entorpecida.
Não sei, mas tenho plena certeza que não sou normal por agir assim: Enquanto todos dançam com suas idéias vagando no ar, eu guardo minhas idéias ao ritmo da dança. Música é caminho, dança é o refúgio. Solto-me ao sambar, mas, mesmo assim, por que eu chamo atenção? Não sou bonita. Por que me desejam? Não sou atraente. Que me difere e ao mesmo tempo, que me vulgariza ao bailar?
Não sou objeto. Vejo que não quero namorar, não quero beijar e muito menos ser cortejada. Quero viver para minha família e ser diferente no que eu faço (ex.: trabalho). Não pretendo encher, NUNCA MAIS, meu facebook de corações e de declarações de amor, acho, hoje, tão piegas...
Quero mobilizar ações, fora do virtual; quero mostrar que "eu faço" e não que "eu desejo". É tão enfadonho ver um monte de críticas religiosas, políticas, de mídia, de entretenimento e nenhuma ação concreta, ou seja, a pessoa escreve um monte de coisas, compartilha fotos montadas e nem se quer se dá o trabalho de levantar a bunda da cadeira em frente ao computador. Ah vá...
Tão bom lutar. Cansa, mas vale a pena. Claro qeu não almejo reconhecimento, minha visão é maior: Quero justiça!
Bom, nem sei o que vim fazer aqui, hoje. Já tomei bastante cerveja e agora vou dormir para amanhã tomar mais, até porque meu sábado é sempre esse: ENCHER A CARA PARA FUGIR DE UMA SEMANA INTEIRA COM UM BANDO DE COBRAS SAFADAS QUE TRABALHAM COMIGO; DE UMAS DESILUSÕES MAL INSTALADAS, MAS BEM DEFINIDAS; DE UMAS FRUSTRAÇÕES POR ESTUDAR TANTO E VER MEU FUTURO DESCENDO POR RALO A BAIXO E POR GOSTAR MAIS DE "SER" MULHER DO QUE 'APARENTAR" SER MULHER.
Um viva à dislexia alcoolica.