Nossa, cada vez mais me impressiono com a falta de clareza e interesse de certas autoridades com relação ao serviço público e ao que diz respeito a direito líquido e de fato.
Marx & Engels já consolidavam as impressões que hoje constituo depois de ver tanto despreparo e indifereça sobre nomeações de cargos públicos; partilho da mesma idéia de que deveríamos ousar mais uma vez e causar um assalto contra o poder das classes dominantes, uma vez que só assim, quando colocarmos em cheque seu poderio, veremos se eles são tão coesos para lutarem quanto são para injustiçarem quem tanto se empenhou em prestar serviços de forma qualificada e estão vendo seus esforços esvaindo-se por entre seus dedos.
Sou uma das injustiçadas que assim como meus nobres colegas professores, estão vendo a lei caducar e nada ser feito para recebermos nosso pagamento por horas a fio em frente a livros, polígrafos e uma prova nada fácil para alcançarmos o que, com bravura, conseguimos.
Fomos e somos concursados! A lei se fez presente ao ser proposto prazo de incrição e valor almejado, entretanto, para nos nomear, perdeu o fundamento; nos deixou de lado como se deixa algo indesejável ou até mesmo sem utilidade.
Se o objetivo era só reter nosso suado dinheiro, porque não o fizeram como sempre fazem: sem pudor e na mais ousada forma que o poder pode influenciar e proporcionar?
Exigimos justiça, apesar de sermos colocados à prova por ela.
Queremos vóz para reinvindicar o que é nosso, de fato.
Queremos braços para nos amparar; queremos pernas para irmos além do que a lei nos permite.
Na realidade, não estamos pedindo nada, apenas vamos atrás do prejuízo que nós mesmos assumimos ao colocarmos esses "pulhas" no poder.
Entretanto...
Como diria Engels em seu Manifesto do Partido Comunista:
"Ah! se Marx estivesse a meu lado para ver esse espetáculo com os seus próprios olhos!